terça-feira, 29 de setembro de 2009

Redatores, cadê vocês?

14 comentários:

Anônimo disse...

Quem é bom vai embora ou muda de área.

Publicidade e Propaganda disse...

A pergunta é, vagas sem experiência, cadê vocês?
Não aguento mais ler "com experiência" aqui, isso já tá me deixando triste :~

Anônimo disse...

Agências vamos dar oportunidades também pro recém-formado ainda sem experiência. Alguns deles tem o talento que muitos "experientes" não tem.

Anônimo disse...

Isso mesmo, quem é bom vai embora ou muda de área, por causa dos baixos salários, assédio moral, etc. É sempre bom lembrar que a área de comunicação está longe de ser a melhor do mundo. Quem persiste é por amor. Mas a sobrevivência fala mais alto.

Raphael Miranda disse...

COncordo plenamente. É muito triste você saber que é bom (mesmo ainda estando numa faculdade), e não ter vaga pra você porquê lhe falta a tal de experiência.

Dani Rachid disse...

Gente, ainda tem muita gente boa por aqui, no nosso mercado. Pra ter experiência tem que ralar, correto, e nem sempre é possível acontecer da noite pro dia, do jeito que se quer. Daí, entra a criatividade: faz jornal de bairro, faz peça-fantasma, trabalha como voluntário para asilo, creche, hospital, enfim... começa a meter a cara no mercado, mesmo sem ter nome, sem ter trampo, mas PELOAMORDEDEUS, tendo coerência, tá bom? Outra questão: fez a sua peça, pede a opinião de uma pessoa da área antes de meter a cara e boa sorte!

Diário de Belém disse...

Dani, você tem razão. Quando eu pretendi ser jornalista, comecei a escrever para jornais do interior sem nada receber pelo meu trabalho.

Quando resolvi ser assessor de imprensa, criei a ONG 'Mídia Comum - O Relacionamento da Comunidade com a Imprensa', em São Paulo. Sacrificava meus finais de semana para enviar releases aos jornais com reivindicações da população de uma grande favela.

Quando me apaixonei por comunicação empresarial, propus, na empresa em que eu trabalhava (a maior construtora do país) publicar um HouseOrgan semanal, sem nada ganhar por isso.

Quando resolvi subir de cargo, na mesma empresa, passei 6 meses escrevendo um manual de redação jornalística que logo depois a empresa adotou como padrão para atualização de suas Intranets.

E, quando pensei em fazer propaganda, meti a cara nos livros e ofereci-me voluntariamente para testar meus conhecimentos em campanhas políticas.

É claro que como militante socialista eu já tinha nas veias tinta preta no lugar de sangue.

Bem, passaram-se mais de 15 anos. Nem preciso dizer que com tanta ocupação e poucos recursos não me sobrou dinheiro para fazer nenhum curso 'superior'.

Ganhei prêmios, homenagens e reconhecimento como bom profissional (não o máximo ou o melhor).

Viver com dignidade somente da comunicação não é possível. Mas não me arrependo de nada.

Continuo a escrever para o meu blog, o Diário de Belém. E, mais uma vez, não recebo nada por isso. Mas o faço com prazer por poder escrever o que penso.

Hoje sou um pequeno comerciante. Feliz com meu trabalho. E a paixão pela comunicação ainda me persegue.

Flávio Oliveira

Marcio Rolim disse...

Sempre tem vaga pra quem não tem assim tanta experiência, ou nenhuma. Eu mesmo sou prova disso, pois nas duas agências em que trabalhei até hoje, entrei sem nenhuma experência na área em que atuava. Nunca fui estagiário,permaneço em uma delas e até aumento já tive. É natural que a casa queira gente experiente quando se trata de contas grandes. Agora esse papo de que 'quem é bom vai embora" é muito furado. Salários ruins tem em todo canto do Brasil, assédio também... Abram suas cabeças, qualifiquem-se e corram atrás porque o mundo acaba em 2012 e vocês podem ficar sem ter tido mesmo nenhumazinha na vida.

Anônimo disse...

Meus caros, vocês acreditam mesmo que lhes darão oportunidade? Não acham que primeiro deveriam aprender a escrever corretamente? Falo do básico, como grafia das palavras, pontuação e clareza textual. Sinto dizer, mas o caminho para vocês ainda é longo.

Cíntia

Anônimo disse...

Por favor, 'abram a cabeça' do nosso colega Rolim. "o mundo acaba em 2012" e ele até aumento já recebeu, com assédio, salário baixo e tudo mais. É muito conformismo.O comentário dele é de dar gosto (aos empregadores). Quem é bom vai embora sim, atrás de dias melhores. Quem sabe o próximo aumento não chega antes do fim do mundo?

Cíntia

João Paulo Guimarães disse...

Eu acredito que grandes empresas possam dar sim vagas pra estagiarios sem experiência. tb acredito que eles possam receber salários compatíveis com suas funções, que variam de acordo com o humor, poder e vontade superior do contratante. Porém eu tb acredito na tiazinha ter visto aquele ovni, a xuxa viu duendes sim, rubinho barrichello é o próximo airton senna, o super pop tem conteúdo sim e o INTELEQTU é o maior e melhor blog de publicidade do norte e nordeste. Tudo é possível em Belém gente.
Finalizando quero deixar um pensamento que é e sempre foi meu norte.

"Tudo pode ser, se quiser será
O sonho sempre vem pra quem sonhar
Tudo pode ser, só basta acreditar
Tudo que tiver que ser, será..."

Michael Sulivan (sem o Paulo Massadas dessa vez).

Gilson disse...

"(...)quem é bom vai embora ou muda de área, por causa dos baixos salários, assédio moral, etc. É sempre bom lembrar que a área de comunicação está longe de ser a melhor do mundo. Quem persiste é por amor. Mas a sobrevivência fala mais alto."

Abandonei a área, depois de 6 anos levando na cara e sem perspectiva alguma. Mesmo com duas extensões na ESPM-SP as empresas de Belém, de comunicação e demais clientes, não valorizam isso.

Agora faço mestrado em Educação em universidade pública, área que me encantou, nem professor de comunicação quero ser, apenas se for falta de opção ou para oferecer a pílula vermelha aos graduandos (Matrix). Ah, sim, a bolsa que a CAPES oferece é de R$1.200,00 e para doutorado é R$ 1.800,00. Na obrigação de ler e estudar.

Gilson, em paz

Anônimo disse...

Pessoal,

Em primeiro lugar, agradeço a todos que enviaram currículos.
Acabamos de preencher a vaga.

Valeu OB e Lorena!

Quanto à discussão sobre vagas para iniciantes, no caso da Temple, sabemos da demanda e costumamos dar oportunidade, sempre que possível, a essa mão-de-obra em formação.
Até porque, no mercado da comunicação integrada, muitas vezes contribuímos para a formação de profissionais mais focados em nichos ainda recentes no mercado local.

Mas algumas posições realmente necessitam de experiência e não é possível ignorar isso.

A dica é continuar procurando, porque as chances aparecem.

Todos passamos por isso.

E no meio tempo, como disse a Dani Rachid aí em cima, meter a cara em tudo o que aparecer, pra ganhar vivência, experiências diversificadas que tragam cancha e estimulem a criatividade.

Isso faz a diferença no currículo de alguém que está começando.

Abraços!

Alexandre Ramôa
Temple Comunicação

Caquiados disse...

Nem deu tempo!