sexta-feira, 19 de junho de 2009

Um nome pra chamar de nosso

Um dos trabalhos mais freqüentes de agências de propaganda é criar nomes. Nomes para produtos, serviços, campanhas, lojas, personagens, etc

Só que agora estamos precisando definir um nome para um cliente muito importante: o nosso negócio. A tarefa é urgente e complexa para as chamadas agências de propaganda. Achar um nome que defina melhor a nossa atividade e ajude o anunciante, o nosso cliente, a perceber mais o valor do nosso trabalho e o que realmente fazemos.

O nome agência vem da pré-história do nosso ramo. Está ligado ao agenciamento de espaços em jornais, uma espécie de corretor que agenciava anúncios e pedia para algum poeta, escritor, jornalista ou o próprio agente fazia os textos e os desenhos. O importante era vender o espaço, a mensagem era assunto secundário.

Era um agenciador no sentido exato da palavra. Um intermediário, que apenas fazia um trabalho comercial entre o anunciante e o veículo de comunicação. Quando olhamos no dicionário o significado de agência, ai que sentimos a desconexão enorme entre o nome e o que as empresas profissionais desta atividade fazem hoje.

A comunicação ocupa agora papel econômico e social dominante. O nosso trabalho tem uma abrangência muito maior, somos gestores de imagem, fazemos gestão da marca de nossos clientes. Este trabalho envolve administrar da melhor forma a verba do anunciante, entender seu público alvo, conhecer seus concorrentes, conhecer os meios de comunicação, entender as linguagens, detectar os melhores fornecedores para TV, rádio, fotógrafos, ilustradores, músicos, pesquisas, estudos de mercado.

Somos empresas formuladoras de estratégias, parceiras até na definição de produtos, de preços, de distribuição, zeladoras da percepção que as pessoas têm do nosso cliente e fazemos inclusive a parte mais visível e glamourosa, que são as peças de televisão, de rádio, internet, jornais, revistas e mídia exterior.

Nossa atividade envolve muitos profissionais, muitas especializações, experiências, conhecimentos, informação, talentos, habilidades criativas, matemáticas, sociais, psicológicas, estatísticas, humanas e até comerciais como os bons e velhos agenciadores.

Portanto, ser chamado de agência de propaganda não exprime nem de longe o que realmente somos. Precisamos de um nome mais exato, mais conceituador dos nossos muitos serviços. Precisamos de um nome. Aceitamos sugestões, principalmente dos anunciantes que, sendo os maiores beneficiários do nosso trabalho, podem com segurança bolar uma idéia perfeita. Para ajudar a criar este nome basta trabalhar no dia a dia com um empresa de comunicação social e certamente vai surgir naturalmente um nome que defina todos os serviços que prestamos.

Glauco Lima

7 comentários:

José Calazans disse...

Putz! Trabalho dificil.
Vamos começar já
eu sugiro empresa de criatividade e resultados.
vamos começar o brainstorm?

Jaqueline disse...

No próprio texto do Glauco tem várias sugestões boas mais gestora de imagem seria uma ótima pedida já que são as agências de publicidade que mostram ao cliente qual a imagem da empresa anunciada.

Thiane disse...

gestão de negócios comunicacionais?

Thiane disse...

A propósito Glauco. Eu sou um pouco alienada quanto ao que rola dentro das casas locais. Sei muito dos estudos que as "agências" lá do Brasil desenvolvem, pois eles publicam, mostram ao mercado que se preocupam em estudar um pouco mais que o formato do anúncio, se reúnem em Grupos, escrevem artigos, lançam livros, promovem cursos / workshops para qualificação do mercado.

Aqui em Belém eu não sei o que tem sido desenvolvido. Certa vez tentei convocar os "planejadores", mas rapá, é impressionante como as pessoas têm medo de compartilhar o que sabem e o que vivenciam.

Mudaremos o nome do nosso negócio e continuaremos com esse medinho de mostrar pro colega as coisas legais que estamos fazendo?

Glauco Lima disse...

Thiane, a mudança passa até pela forma como vamos concorrer entre nos. Toda empresa de gestão de marca, empresa de propaganda ou comunicação social, seja lá como se chame, toda que faz um trabalho profissional, que uma concorrencia pelo alto, disputa de alto nível, jogando o debate pra cima. Neste sentido vamos desenvolver mais projetos qualificadores como este que você cita e divulgar o que por estrategicamente interessante divulgar. Aqui as limitações de mentalidade e de verbas restrigem muito o nosso trabalho, nossa remuneração é cada vez menor e fica cada vez mais dificl investir em gente, estudos, pesquisas, publicações próprios, mas a gente não desiste

Anônimo disse...

Papo oportuno e interessante.
Parabéns pela iniciativa.

Minha contribuição é acreditar que esse "enquadramento de mentalidade ou de postura" , se permitem fazer dessa uma das leitura do assunto, não deve ser atribuída apenas aos clientes locais, mas também aos nossos gestores das empresas de comunicação.

Penso, inclusive, que o cliente valoriza o profissional local sim.
Desde de que ele (a empresa que representa)traga sugestões claras de como sua marca pode se relacionar melhor com seu o público.

Basta olhar o caso de algumas empresas que vêm ganhando espaço no mercado local, até com profissionais menos experientes, mas com um discurso novo. Uma postura de "fazer o negócio" diferente dos atuais ícones locais.

UbiratanGomes

Anônimo disse...

mercado, mercado,
briga, briga,
vencer, vender,
vender, vencer!!
destruir o concorrente!!
vamos ser lideres!!
necessidades,
público-alvo,
público-salvo!
status!
super-ficial,
yoga,
budismo,
nike,
pizza!!

aff...