sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Debate no OB

E a discussão no tópico da Cooperativa está fervendo.
Importante ouvir sua opinião.
O espaço está aberto, mas por favor, só não baixem o nível.

9 comentários:

João Paulo Guimarães disse...

Em relação ao anônimo do post referente ao assunto. Eu nunca trabalhei para donos de agência, eu sempre trabalhei para a publicidade e para o resultado objetivado. A cooperativa é o inicio de uma mudança no mercado como organização de nossa classe. Uma idéia excelente. Agora, o freela sempre existiu e sempre vai existir por causa dos péssimos salários pagos à nossa classe. Talvez acabe no dia que os donos de agência perceberem a importância do nosso trabalho. Portanto senhor anônimo, não adianta reclamar com abap, sinapro e nem sindapa. Aumente o salário de seus funcionários e trate-os como profissionais formados e competentes que são.

Mariella disse...

o "dono de agência" acha bom um diretor de criação ganhar 4 mil. Eu acho um desrespeito. Se um dc ganha isso, imagine um jr ou assistente. Provavelmente, menos de mil. E como já falaram, em cada agência só tem um dc, e muita das vezes é o próprio dono da agência, então o resto que sobreviva com uma merreca.
Os donos de agências querem nosso comprometimento e ética no trabalho (isso pq é o nome deles que está em jogo), mas por outro lado se lixam pra gente. Se preocupam com o próprio umbigo. Isso sim, é falta de ética.

Eu acho muito bacana essa iniciativa da cooperativa. Se eu estivesse em Belém, com certeza faria parte. Agora o bicho vai pegar!!!

Anônimo disse...

Eu acho muito engraçado falarem de ética quando eles mesmos, os donos de agência, agem de forma anti-ética, roubando de maneira desonesta os clientes uns dos outros.
É interessante nos chamarem de mercenários quando eles estão cofortavelmente colocando apenas metade dos salários nas nossas carteiras, sonegando impostos, nos obrigando a usar softwares piratas, colocando estagiários trabalhando muito mais que oito horas e maximizando todo o lucro que podem.
Não, não somos mercenários, mas precisamos de melhores condições de trabalho e se as práticas fossem justas e a prospecção de clientes aqui não fosse algo tão político e restrito às amizades, certamente estaríamos dispostos a pedir demissão de nossos empreguinhos e trabalharmos por conta própria.
Mas, as práticas mercadológicas não são justas. Se fosse por competência somente que ganhássemos uma conta, não tenho dúvidas que uma agência de freelas levaria as melhores contas da cidade pois estariam nas mãos de quem realmente entende do assunto.

Oportunidades Belém disse...

Gostei muito do nível da discussão. E do que isso pode resultar para todos nós.

Falar em ética relacionado a freela é muito relativo. Isso depende, por exemplo, dos clientes que vc aceita pegar. É algo que se aprende na faculdade e se leva pro resto da vida, mas que nem todo mundo (inclusive dono de agencia) consegue fazer.

Outro ponto é falar em prostituição. De que freela cobra barato e acaba com a tabela das agências. Pois bem, falemos então das agências que, para não perder o cliente, nem criação cobram. Agências grandes. Contas grandes. Clientes com grana. Se isso não é se desvalorizar, o que é, então? Já vi freela cobrar mais caro do que cobra uma agência, por saber o valor que seu trabalho tem.

Outra questão é exatamente essa: valorizar nosso trabalho. Ou estamos errados em querer um preço justo mensal (que não é de 1000 reais, quero deixar claro. Para qualquer função) , depois de gastar mais de 30 mil reais na faculdade, quase 10 mil em cursos, horas e mais horas extras de dedicação ao trabalho pra não deixar patrão na mão e dinheiro mais dinheiro com outros gastos intrínsecos e que a empresa não cobre.

A cooperativa só tem a somar ao mercado. Quero mesmo que cresça, que seja séria e levada a séria.
Acredito que não sejam todos os donos de agência que pensem como o nosso ilustríssimo anônimo. Os que acompanham o mercado, sabem bem que fazer freela é prática comum em nosso mercado, até porque nem todo cliente tem condições de pagar 1000 reais por uma papelaria. A cooperativa está apenas organizando e centralizando esta variedade de jobs num grupo sério e comprometido. Não estou dizendo que as agencias não fazem seu trabalho direito. É uma proposta diferente apenas, ousada e uma forma de ganhar uma grana extra quando o trampo fixo não consegue suprir todas as suas necessidades.
Quem for contra, que apenas ouça melhor seus funcionários e fique mais atento ao que o mercado está oferecendo a favor destas pessoas.

Anônimo disse...

Como escreveu Mano Brown, Flávio é “apenas um rapaz latino americano apoiado por mais de cinquenta mil manos”.

Flávio chegou pra abalar com seu “astral imprevisível, como um ataque cardíaco no verso
violentamente pacífico, verídico”

Elaine

Thiago disse...

Bom galera... é o seguinte. Eu sou aluno concluinte do curso de Produção Publicitária da FAZ e acho a idéia do Flávio simplesmente extraordinária. É UM ABSURDO os profissionais de comunicação ganhar uma mixaria, sendo que nosso papel diante da sociedade é extremamente importante. A propaganda sustenta praticamente todos os veículos de comunicação. Lembrem-se do discurso do Galvão Bueno no encerramento das Olimpíadas... Eu sei o quanto é difícil esse mercado. Vou me formar agora e simplesmente não consegui um estágio numa agência de comunicação. Olha que procurei até os não-remunerados. Por isso, eu e mais 5 amigos da Faculdade resolvemos criar nossa própria agência e Graças a Deus está tudo dando certo pra nós. Inclusive eu conversei com o Flávio pelo telefone e dei nossa opinião sobre o projeto.

Nossa tese do TCC é sobre a atual situação vexaminosa que a propaganda paraense atravessa. Como eu falo, na matriz BCG do Marketing nós viramos o "abacaxi", e olha que um dia num passado tão, tão distante, já fomos a vaca "leiteira".

Às vezes eu olho certas campanhas feitas por agências grandes aqui de Belém e do fundo do meu coração, me envergonho da minha profissão pelo fato de sermos motivo de piada do mercado criativo das outras regiões.

Então fica aqui meu desabafo ainda como estudante. Não vamos deixar que nossa profissão continue nessa situação. Se eu ofendi alguém, me desculpe, mas é que não agüento mais ver essa situação e ficar de braços cruzados. Se quiserem conhecer o trabalho de nossa agência ou sobre nossa tese do TCC, por favor me mande um e-mail: thiagoamaral@ymail.com. Somos estudantes ainda, mas estamos desenvolvendo um trabalho bastante interessante com micro e pequenos empresários que não tem condições de pagar as megas agências da cidade, inclusive já quebramos alguns pré-conceitos (e não são poucos)na cabeça deles.

É isso.

Gostaria muito de participar do projeto do Flávio e já falei isso pra ele.

Abraços a todos. Fiquem com Deus.

Anônimo disse...

João Paulo, ja que você trabalha para a publicidade e não para a sua agência, cobre dela, a publicidade, o seu salário. Aproviete e comunique sua agência disso pra ver a resposta que você vai ganhar.
Quanto a reclamar com os órgãos, te informo sinapro e sindapa são a mesma coisa.
Concordo com o anônimo que defende a classe patronal. Sou dono de uma agência com mais de 15 anos de mercado e temos grandes contas aqui na agência. Se eu souber que um profissional meu está "doando" (pra não dizer vendendo) seu tempo para um concorrente, ele terá problemas aqui na agência.

Flávio Oliveira disse...

Caros amigos. Como todo jornalista é também um pouco investigador, descobri com bastante facilidade quem é o anônimo.

Tenho o direito de não revelar minhas fontes, e nem de constranger mais ainda o anônimo, que aqui já foi massacrado por escrever besteiras.

Na verdade, o cara não é dono de agência nenhuma e sim funcionário. Por sinal, já "queimado" no mercado de Belém por sofrer de inveja, insegurança e consequentemente assediar funcionários.

É o autor dos dois desabafos que, irresponsavelmente, acabou criando um mal-estar entre os publicitários.

Ele vai continuar sempre postando como anônimo porque não tem coragem como todos nós, de mostrar a cara.

A verdade é que
não há nenhum dono de agência se sentindo ameaçado com nossa cooperativa.

Não somos ameaça para ninguém e ninguém é dono do nosso tempo livre, como até hoje aconteceu.

A "Agencia de freelas" é apenas uma forma de organizar o que já existe no mercado publicitário de Belém.

Nosso estatuto já está quase pronto e iniciaremos no mercado já GRANDES, contando com os melhores profissionais da capital.

Flávio Oliveira
http://diariodebelem.blogspot.com

raffael regis disse...

flávio, pela tua descrição consigo enxergar quem seja, e acredito que seja uma das pessoas mais queimadas de belém.

feliz será o dia que se carbonizará de vez.